Historiografia

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A história do atual município de Lagoa é muito anterior à data da carta régia da criação do concelho, em 1773. O património pré-histórico encontrado que chegou aos nossos dias, menires, necrópoles, artefactos, testemunha a presença humana na zona desde aqueles tempos remotos.

As populações fixaram-se porque encontraram condições favoráveis à vida, deixando alguns vestígios. À semelhança do que acontece no Algarve, o concelho tem a sua especificidade na proximidade do mar, com os benefícios daí resultantes: da pesca, salinicultura, praias amenas, sem esquecer as potencialidades agrícolas, a que se junta, no presente, o turismo. Esta especificidade, acrescida das boas condições climáticas constitui a razão de ser da atração de populações, tanto na antiguidade, como nos nossos dias.

Povos da Antiguidade deixaram marcas da sua passagem ou permanência que o tempo e a ação de outros homens não apagaram de todo. A Idade Média é um período que desperta interesse, por apresentar formas de vida e comportamentos determinantes para os da atualidade, bem como por aí se encontrarem as raízes das divisões administrativas atuais.

Em Lagoa, como em todo o sul da Península Ibérica, as influências islâmicas foram profundas, ainda que, a nível do património, seja na vizinha cidade de Silves que podemos encontrar os elementos mais significativos. A explicação é simples: era a capital de um reino de taifa, enquanto Lagoa era um lugar onde se produzia riqueza, cujos beneficiários principais eram os poderosos, quase sempre residentes na capital. No século XVI surgiu uma conjuntura favorável ao desenvolvimento e prosperidade, de que chegaram até nós só alguns elementos dessa circunstância, porque o terramoto de 1755 causou destruições gravíssimas. As reedificações posteriores seguiram parâmetros arquitetónicos diferentes dos iniciais, ainda que tenham subsistido alguns raros elementos, por exemplo nas igrejas de Estômbar Lagoa e Porches.

A zona costeira de todo o litoral algarvio foi, durante séculos, alvo apetecido de piratas e corsários de várias procedências. Os responsáveis pela administração e segurança das populações criaram dispositivos defensivos junto ao mar, como, no caso de Lagoa, as fortalezas de N. Senhora da Rocha, de Carvoeiro e de S. João de Ferragudo, para além de torres de vigias ou almenaras de que só resta a torre da Lapa ou da Marinha.

Valdemar Coutinho
in Lagoa Património Histórico e Natural (Introdução)
2006, Lagoa: Câmara Municipal, pp. 5-6

 

 

O Concelho de Lagoa, constituído por alvará régio de D. José, datado de 16 de Janeiro de 1773, tinha, então, por termo os lugares de Estombar, Mexilhoeira da Carregação e Ferragudo, ficando pertença da Casa da Rainha. Actualmente, abrange uma área de 93,6 kms2, repartida por cinco freguesias: Carvoeiro, a mais recente, Estombar, Ferragudo, Lagoa e Porches, esta última integrada somente em 18341.

Situado na zona ainda correspondente ao denominado Barlavento do Algarve, o concelho de Lagoa é limitado, a oriente, pela ribeira de Vale de Engenho ou de Porches e, a ocidente, pelo rio Arade, beneficiando a sul, de extensa linha de costa. Podemos, mesmo, dizer que «jaz todo na costa do mar ouçiano», tal como Zurara (1915, 267) situou o Reino do Algarve.

Apesar da sua apreciável riqueza arqueológica, onde se destaca a estação pré-histórica de Caramujeira, descoberta de 1974 e cujos menires são hoje conhecidos do mundo científico, não se têm nele processado trabalhos de investigação que o valorizem. São excepção as pequenas escavações realizadas no Ilhéu do Rosário, em meados do passado século e sob orientação de Estácio da Veiga, em Ferragudo e na Gruta de Ibn Amar (Mexilhoeira), ainda quase inéditas, apesar de terem sobre elas decorrido mais de vinte e cinco anos, ou as breves campanhas verificadas na Caramujeira. De facto, os conhecimentos disponíveis sobre o património arqueológico resultam, sobretudo, de alguns achados ocasionais, das prospecções de Estácio da Veiga, das que um de nós procedeu nos anos setenta (M.V.G.), e das agora efectuadas e a que se somaram muitas informações dispersas, tendo em vista a elaboração do presente estudo.

Refira-se, a propósito, a falta de novidades e o extremo laconismo de que enferma o volume, ainda recentemente publicado, da «carta Arqueológica de Portugal» (1992) e que abrange o concelho de Lagoa, onde, somente, é referida uma pequeníssima parte do seu acervo arqueológico, dado terem sido inventariadas, apenas, vinte e quatro estações.

Devem-se, ainda, contributos importantes, para o conhecimento do passado desta região do Algarve, aos trabalhos de prospecção sub-aquática verificados nos últimos anos, sob orientação de um dos autores (F.A.), de que é pertinente destacar a descoberta do valioso conjunto de canhões da Ponta do Altar.

Mário Varela Gomes, João Luís Cardoso, Francisco Alves
in Levantamento Arqueológico do Algarve. Concelho de Lagoa (excerto)
1995, Lagoa: Câmara Municipal, pp. 7-8.

 

 

O lugar d’Alagoa, por culpa política e injustiça dos homens, só mui tardiamente, a partir de 16 de Janeiro de 1773, foi elevado à condição de vila, por alvará régio, tendo, a partir dessa data, adquirido o estatuto oficial de sede concelhia.

Vem de muito longe, dir-se-á mesmo que se perde na bruma do tempo, o historial desta comunidade (…), cujo passado colectivo que transporta constitui a alma do seu povo, História que as origens bebem a graça de terem sido coevas de povos neolíticos (…), que aqui viveram, situação que nos leva a chamar o favor da atenção (senão propor) dos investigadores (pré-historiadores e arqueólogos) para que, de nenhum modo, dissociem Lagoa do contexto dos primitivos habitadores (neolíticos) desta região.

O lugar d’Alagoa foi, desde remota idade, uma povoação de grandes pergaminhos, abundantes recursos agrícolas e vincadas tradições religiosas, cristãs católicas, cujas ligações ao primitivo cristianismo devem penetrar o primeiro século da nossa era, situação que igualmente contempla(va) as comunidades de Estombar e Porches-Velho (Porches-Novo pertence ao século XVI) que muito ligadas devem andar (e andam) ao período bizantino, que aqui teria deixado (deixou) o gérmen da força vivificadora e pura do cristianismo nascente, facto histórico que jamais poderá ser escamoteado, sob pena de não entendermos a própria história deste concelho e, por acréscimo, a do Algarve.

O reconhecimento tributado a este lugar como povo destacado (antes e depois da Reconquista) vem ao de cima, com muito relevo, a partir de D. João II, robustece-se e cria autêntico significado com D. Manuel, cimenta-se depois com D. João III, tendo sido este o período áureo da história moderna d’Alagoa (…).

A vila d’Alagoa, lugar até 15 de janeiro de 1773, foi considerada até essa data, conforme documento inédito e insuspeito de 1756, como o «Lugar mais populoso deste Reyno, contendo sete centas e trinta moradas» sendo até que se superiorizava a grande maioria das vilas daquele tempo (são bastantes as referências a esse respeito), mercê de excelentes condições agrológicas de que desfrutava e lhe concediam, por esse facto, o estatuto de primazia e de terra muito rica, grandes fortunas e fazendas de excelente produção que estavam na posse da «nobreza rural» que, entenda-se, divergia substancialmente do conceito e privilégio da tradicional «nobreza de corte».

Rossel Monteiro Santos
in História do Concelho de Lagoa, vol. I (excerto)
2001, Lagoa: Câmara Municipal/ Edições Colibri, pp. 19-32.

 

1 Após a Reorganização administrativa do território das freguesias, decretada pela Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro, o concelho de Lagoa passou a ter um total de quatro freguesias: União de Freguesias de Lagoa e Carvoeiro; Freguesia de Ferragudo; União de Freguesias de Estômbar e Parchal; e Freguesia de Porches.

 

Competências

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O serviço Museu é um serviço da Câmara Municipal de Lagoa, pertencente à Divisão de Ação Sociocultural e inserido no serviço de Cultura como unidade orgânica flexível de 4.º grau.

Assume a missão de planear e promover a salvaguarda e a valorização do património cultural do município de Lagoa através do registo, proteção, classificação, investigação e divulgação desse mesmo património.

No exercício da sua atividade, compete-lhe:

  • Promover o conhecimento da História e da(s) identidade(s) e memória(s) do concelho de Lagoa,
  • Elaborar e atualizar a carta de património do concelho e articulá-la com os documentos de ordenamento do território em vigor;
  • Desenvolver atividades no âmbito da valorização e divulgação do património cultural em articulação com outros serviços municipais;
  • Estabelecer um plano museológico municipal com as respetivas linhas de programação para o concelho, através da criação e gestão de equipamentos museológicos e centros de interpretação e de documentação, onde se incluem a Casa da Cidadania e o Espaço Gamboa (em projeto);
  • Proceder à gestão dos acervos museológicos municipais e assegurar a renovação de exposições de longa duração e a rotatividade de exposições temporárias e itinerantes destacando o património cultural local;
  • Promover a aquisição de bens móveis e imóveis (compra, doação, empréstimo, etc.) de valor histórico-cultural e museológico, avaliando o interesse de acordo com a política municipal para o património cultural;
  • Garantir o acompanhamento de intervenções urbanísticas que incidam em áreas de sensibilidade arqueológica ou com vestígios arqueológicos identificados;
  • Desencadear o processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus;
  • Participar na Rede de Museus do Algarve;
  • Promover a classificação de bens culturais móveis e imóveis e de manifestações imateriais;
  • Pronunciar-se sobre eventuais pedidos de cedência temporária ou depósito de bens culturais de outras instituições;
  • Propor a celebração de protocolos com entidades que visem a salvaguarda e a valorização de bens culturais e coleções museológicas;
  • Estabelecer relações com a administração central e regional com competências para a gestão e preservação do património cultural;
  • Assegurar um serviço educativo e de mediação cultural que promova a consciencialização dos cidadãos para a importância do património cultural e dos acervos museológicos, em articulação com outros serviços municipais e agentes educativos e socioculturais;
  • Colaborar com associações e grupos que localmente se propõem executar ações de recuperação e valorização do património cultural.  

 

Salvaguarda e valorização do património cultural

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Para a prossecução da salvaguarda e valorização do património cultural do concelho de Lagoa, o serviço Museu assenta a sua atividade em três linhas orientadoras:

  • Conhecer, inventariar, preservar, requalificar, monitorizar e difundir conhecimento sobre património imóvel, móvel e imaterial, em articulação com a política museológica municipal;
  • Gerir os espaços museológicos, sítios, edifícios, e monumentos municipais e colaborar com as entidades que gerem espaços análogos no concelho de Lagoa;
  • Trabalhar em articulação com entidades públicas e privadas de âmbito local, regional, e nacional na criação de normas e mecanismos de monitorização e investigação, bem como de ações culturais e educativas em torno do património cultural local;
  • Cumpre ao serviço Museu estabelecer as linhas orientadoras, metodológicas e estratégicas de execução da legislação e das diretivas nacionais e internacionais na área do património cultural e da museologia.

É sua função participar ou desencadear processos de avaliação de impacto sobre o património e elaborar ou atualizar os instrumentos de ordenamento do território em matéria de património cultural.  Cabe-lhe atuar ou acionar os mecanismos de salvaguarda do património cultural local, através de ações de caráter pedagógico, informando sobre as formas de intervir no património e acompanhando e monitorizando eventuais ocorrências. O serviço deve pronunciar-se sobre as intervenções de iniciativa pública ou privada que incidem diretamente no património cultural local, exercendo a fiscalização dos procedimentos e condições das mesmas in loco.

Promover e colaborar em trabalhos arqueológicos preventivos ou de emergência (sondagem, escavação, prospeção, acompanhamento de obra) em meio terrestre e subaquático, cumprindo com os dispostos do Regulamento dos Trabalhos Arqueológicos e demais legislação aplicável.

Proceder ao levantamento do estado de conservação dos bens culturais, levando a cabo intervenções que restabeleçam a segurança e a acessibilidade de equipamentos culturais, mediante as eventuais necessidades.

É sua incumbência programar mediação cultural e atividades educativas em torno dos bens culturais à sua guarda, bem como ceder espaços em equipamentos por si geridos a entidades públicas e privadas que operem na salvaguarda e valorização do património cultural local.

O serviço Museu tem igualmente por dever municiar os sistemas de informação do município com a carta do património cultural do concelho, atualizando-a numa base regular, e promovendo processos de inventariação e desmaterialização de dados.

É responsável por publicitar e atualizar conteúdos histórico-culturais nos canais de comunicação do município (página oficial na web, redes sociais), colaborando com os serviços de comunicação para o estabelecimento de estratégias para a sensibilização de públicos sobre a importância do património cultural.

Organizar encontros técnicos e/ ou científicos e ações educativas junto da comunidade escolar e sénior do concelho, em estreita articulação com universidades, institutos politécnicos, centros de investigação, escolas profissionais, agrupamentos escolares, associações e coletividades.

Estabelecer um programa editorial anual, dirigido às diferentes manifestações do património cultural local: edificado, artístico, arqueológico, etnográfico, imaterial. Compete-lhe propor a aquisição de bibliografia temática que engrosse o acervo da Biblioteca Municipal de Lagoa.

 

Acervo museológico

O acervo museológico do Município de Lagoa é tipologicamente diversificado, podendo ser identificados objetos que abrangem domínios como:

  • Artes plásticas (nomeadamente: pintura e escultura);
  • Artes decorativas (nomeadamente: mobiliário e arte sacra);
  • Artes têxteis (nomeadamente: indumentária).
  • Arqueologia;
  • Numismática e Medalhística;
  • Biologia;
  • Material Audiovisual;
  • Material Bibliográfico;
  • Cultura popular;
  • Objetos de cariz etnográfico;
  • Objetos de uso socioprofissional (nomeadamente: alfaias), e de uso pessoal;
  • Outros.

 

Manuel Gamboa

Manuel Gamboa

No seu acervo, o Município de Lagoa possui obras de arte de autores nacionais e estrangeiros, de diversas tipologias, sobretudo pintura, escultura e fotografia. Salienta-se, à guarda do serviço Museu, a coleção de pinturas de Manuel Rosário Gamboa das Neves (Lagoa, n. 1925; f. 2020, Carvoeiro). Artista versátil, o mestre Gamboa, como era conhecido, foi um autodidata e uma figura dotada de um profundo caráter humanista que se notabilizou a partir de meados do século XX. As suas criações podem ser vistas em diversas partes do globo integrando importantes coleções. O Espaço Gamboa, equipamento museológico dedicado à sua vida e obra e que será instalado no Centro Cultural Convento de São José, encontra-se em fase de projeto.

 

Primitivas ocupações do território

Espólio Arqueológico

Outra classe tipológica do acervo museológico municipal é a dos objetos arqueológicos. Neste espólio estão representados alguns dos sítios arqueológicos e achados isolados de superfície registados no concelho. Destacam-se os conjuntos de materiais das campanhas de exploração espeleo-arqueológica das grutas de Ibn-Ammar (Estômbar) dirigidas por Carl Harpsöe, antigo cônsul da Dinamarca em Portugal, bem como um conjunto de menires que testemunha uma importante ocupação da Pré-história recente no território concelhio.

 

General Rocha Vieira

Rocha Vieira

À guarda do município encontra-se também a coleção do General Rocha Vieira, composta pelos objetos que integravam a exposição “De Lagoa a Macau – um percurso de uma vida”, patente no Centro Cultural Convento de S. José, que ilustra a vida e obra deste ilustre lagoense. A coleção tem vindo a ser incrementada com mais objetos relacionados com as funções e cargos públicos exercidos pelo General, cedidos pelo próprio em dois momentos: 2013 e 2017.

 

 

Mediação cultural e serviço educativo

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O serviço Museu promove um conjunto de iniciativas dirigidas a distintos públicos (escolares, seniores, população em geral), que procuram estimular a consciência das comunidades para a preservação, valorização e usufruto do património cultural local através da sua compreensão e identificação histórica e social, contribuindo para a construção da identidade e das memórias comuns.

O conjunto de atividades é diversificado e procura desenvolver as competências dos cidadãos, gerando momentos de reflexão e debate e partilha de experiências, saberes e conhecimentos em torno de bens e sítios com os quais têm laços de afetividade. As atividades desenvolvidas pelo serviço Museu vão das oficinas criativas às sessões de contos, lendas e tradição oral; dos espetáculos de música, teatro e dança às conferências e tertúlias; das visitas guiadas a sítios e monumentos à produção de materiais didáticos e lúdicos.

 

Casa da Cidadania

  • Casa_da_Cidadania

A Casa da Cidadania é um projeto inovador e diferenciador que, assumindo o Poder Local como esteio da Democracia e da Liberdade, usa o Passado como cimento para construir o Presente e projetar o Futuro. Na Casa da Cidadania, a Cidadã e o Cidadão estarão em diálogo com o Eleito e a Eleita democraticamente na procura da construção de uma Sociedade cada vez mais inclusiva e participada.

A casa da Cidadania será instalada no edifício dos antigos Paços do Concelho, obra de 1860 que aproveitou parte da estrutura da extinta Ermida de Nossa Senhora de ao Pé da Cruz, construída no último quartel do séc. XVII e que após o terramoto de 1755 chegou a servir de matriz de Lagoa.

Casadacidadania.pt é a plataforma digital deste projeto em fase de implementação pela Câmara Municipal de Lagoa. Aqui poder-se-á aceder a toda a informação sobre o projeto em curso e sobre todas as atividades que se têm vindo a desenvolver desde agosto de 2018. Poder-se-á também aceder, em breve, e de forma livre, a toda o inventário/catálogo que está a ser construído por antropólogos e historiadores, dedicado às formas de ação coletiva e opinião pública na Região Histórica do Sul de Portugal na Época Contemporânea.

Como Região Histórica do Sul de Portugal, entendemos toda a paisagem compreendida entre os distritos de Castelo Branco e de Faro. A cronologia deste projeto situa-se entre a data de fundação do concelho de Lagoa, em 1773, e os dias de amanhã.

Um dos objetivos deste projeto é resgatar a controversa figura de José Joaquim de Sousa Reis (Estômbar:1797-Faro:1838), o Remechido, assim como as pessoas, mulheres e homens de Lagoa, que recusamos serem apenas povo. Recusando o seu anonimato estamos a construir um ato de profunda cidadania. Talvez o mais importante.

Esta é uma plataforma colaborativa. Pratique um ato de cidadania: colabore connosco e aceite a nossa colaboração. Acompanhe-nos na rede social Facebook.

 

 

Espaço Gamboa

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O Espaço Gamboa é um equipamento museológico em fase de projeto, a instalar no Centro Cultural Convento de José, cuja museografia é estruturada em experiências interativas. Baseada em tecnologias digitais, privilegia a inclusão e a acessibilidade, permitindo ao utilizador-visitante criar uma relação de proximidade e experiência estética com o artista através da sua obra.

O experimentalismo e o envolvimento imersivo na obra de Gamboa serão possíveis através de diferentes soluções expositivas que combinam dispositivos multimédia e outros mecanismos da museografia convencional, resultando num programa museológico onde não só será possível contemplar obras de arte originais, mas também réplicas em formato digital de muitos dos seus trabalhos.

O Espaço Gamboa perfila-se como equipamento museológico acessível e inclusivo, oferecendo um programa expositivo potenciador de experiências singulares e personalizadas, respeitando as necessidades de perceção, comodidade e segurança dos utilizadores-visitantes. Apresentará soluções direcionadas a pessoas com necessidades especiais, condicionantes físicas, sensoriais ou motoras, permitindo que tanto quem não tem essas necessidades como quem as revela tire igual partido das mesmas soluções expositivas, tornando o Espaço Gamboa um espaço de e para todas as pessoas.

 

Conhecer o Território e o seu Património

  • Chamine_exlibris

Como forma de dar a conhecer a variedade de património natural e cultural existentes no seu concelho, o Município de Lagoa implementou dois percursos pelo seu território que envolvem diversos sítios e monumentos, passando por muitos dos seus edifícios notáveis, paisagens e núcleos urbanos. Parta à descoberta de Lagoa em:  Percursos do Património de Lagoa do Algarve.

 

Maravilhas do Património

  • Maravilhas_do_Patrimonio

Em 2017, habitantes, visitantes e amigos de Lagoa foram convidados a descobrir o Património sediado neste território. A iniciativa “Maravilhas do Património do concelho de Lagoa”, surgida no âmbito do tema definido pelo Município para o aquele ano “Património – Olhar o passado rumo ao futuro”, pretendeu dar a conhecer os sítios e monumentos do concelho e sensibilizar as comunidades para a necessidade de os salvaguardar e valorizar.

Consciente de que o património é pertença de todos, a autarquia convidou diversas estruturas associativas interessadas apadrinhar uma de dez Maravilhas. A elencagem das dez maravilhas resultou da observação e análise do vasto conjunto de sítios, edifícios e conjuntos patrimoniais do concelho de Lagoa. Essas dez escolhas foram alvo de uma dinâmica de mediação cultural que promoveu o fortalecimento de laços de afetividade entre os cidadãos organizados nestas associações e o sítio ou monumento que patrocinaram.

O convite à participação na votação das dez marcas identitárias de Lagoa foi posteriormente alargado a todos os cidadãos. A votação decorreu na app Maravilhas de Lagoa, podendo votar todos os cidadãos portugueses e estrangeiros residentes no concelho ou fora dele. A fase final teve como ponto alto o certame Fatacil e os vencedores foram apresentados a 2 de setembro, na Gala realizada no Centro de Congressos do Arade.

Conheça AQUI as dez expressões do Património Cultural do concelho de Lagoa que constituem as suas mais emblemáticas e singulares maravilhas culturais, artísticas e paisagísticas.

 

Património classificado

  • Igreja_de_S_Tiago

A classificação é um procedimento administrativo que atribui, a um bem de significativo valor cultural, formas de proteção e valorização que se regulam pela na lei. Este procedimento é aplicável a bens móveis e imóveis e a património imaterial, respeitando as disposições da Lei nº. 107/2001 de 8 de setembro, que estabelece “as bases da política e do regime de protecção e valorização do Património Cultural” português.

O Decreto-Lei nº. 309/2009 de 23 de outubro, alterado pelo Decreto-Lei nº. 115/2011 de 5 de dezembro e pelo Decreto-Lei nº. 265/2012 de 28 de dezembro, estabelece “o procedimento de classificação dos bens imóveis de interesse cultural, bem como o regime das zonas de protecção e do plano de pormenor de salvaguarda”. A proteção dos bens imóveis pela via da classificação ou da inventariação é estabelecida pelo Decreto-Lei nº. 148/2015 de 4 de agosto.

A lei portuguesa estabelece três graus de classificação: Interesse Nacional, Interesse Público e Interesse Municipal. As duas primeiras são da competência do Estado, sendo o procedimento diligenciado pela tutela, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), em articulação com a Direção Regional de Cultura da respetiva circunscrição geográfico-administrativa. Pertence aos Municípios atribuir o interesse municipal, ainda que o mesmo careça de parecer da tutela.

Atualmente, o Município de Lagoa tem inscritos na lista de Património Cultural classificado como de Interesse Público e Interesse Nacional, os seguintes bens culturais:

 

Forte e Capela de Nossa Senhora da Rocha

 

N. S. Rocha

Forte e Capela de Nossa Senhora da Rocha, Porches – Imóvel de Interesse Público desde 1963;

Decreto n.º 45 327, DG, I Série, n.º 251, de 25-10-1963

Inventário DGPC

Inventário SIPA

 

Castelo de São João de Arade

Forte S. João

Castelo de São João de Arade, Ferragudo – Imóvel de Interesse Público desde 1974;

Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974

Inventário DGPC

Inventário SIPA

 

Igreja de S. Tiago

Igreja S. Tiago Nave

Igreja de S. Tiago, Estômbar – Monumento Nacional desde 1984;

(inclui os retábulos e azulejos que revestem o interior, e duas notáveis colunas com o fuste esculpido, adossadas ao interior da parede de entrada)

Decreto n.º 29/84, DR, I Série, n.º 145, de 25-06-1984

Inventário DGPC

Inventário SIPA

 

Torre da Lapa

Torre da Lapa

Torre da Lapa, Ferragudo – Imóvel de Interesse Público desde 2020;

Portaria n.º 318/2020, DR, 2ª. Série, Nº. 62, de 27-03-2020

Inventário SIPA

Inventário SIPA

 

Canhões Ponta do Altar

Canhões Ponta do Altar

10 canhões provenientes de recolha arqueológica subaquática realizada na Ponta do Altar com os nº.s 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 10 e 11 – Conjunto de Interesse Nacional com designação «Tesouro Nacional» desde 2020;

Anúncio n.º 48/2020, DR, 2ª. Série, Nº. 49, de 10-03-2020

Matriznet MNA

 

Convento de Santo António

Convento do Praxel

Convento de Santo António ou de São Francisco do Praxel – em vias de Classificação desde 1988;

Inventário DGPC

Inventário SIPA