Património Cultural

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CENTENÁRIO DO FAROL DE ALFANZINA (1920-2020)

Ano de dupla efeméride no concelho de Lagoa, 2020 ficou marcado pelos 500 anos da criação da povoação de Ferragudo e pelo primeiro centenário do farol erguido no Cabo Carvoeiro algarvio, o farol de Alfanzina.

O farol de Alfanzina entrou em funcionamento a 1 de dezembro de 1920, o mais antigo feriado português que marca a Restauração da Independência. Começou a ser construído em 1919 e está há mais de um século a orientar a navegação marítima ao largo da costa barlaventina. De linhas racionais, seguindo parâmetros construtivos das escolas de engenharia oitocentistas, é parte de um vasto role de equipamentos de alumiamento da costa portuguesa e integra a linha de seis faróis erguidos na costa algarvia entre o Cabo de S. Vicente (Vila do Bispo) e Vila Real de Santo António. É, a par do também centenário farol da Ponta do Altar, em Ferragudo, um dos dois situados no concelho de Lagoa.

Enquadrado numa composição arquitetónica simétrica, destaca-se pela sua torre ao centro de dois volumes horizontais anexos, com paralelo em exemplos coevos como o farol da Ribeirinha, na Ilha do Faial, ou o do Cabo Sardão, no concelho de Odemira. De linhas racionais, seguindo os parâmetros construtivos das escolas de engenharia oitocentistas, é parte de um vasto role de equipamentos de alumiamento da costa portuguesa. Enquadra-se numa composição arquitetónica simétrica, destacando-se a torre ao centro de dois volumes horizontais anexos, com paralelo em exemplos coevos como o da Ribeirinha, na Ilha do Faial, ou o do Cabo Sardão, no concelho de Odemira.

De 1920 para cá, evoluiu e foi intervencionado em algumas ocasiões de modo a não interromper a sua missão de facho-guia da navegação noturna. Valorizar e dar a conhecer este exemplar do património edificado faroleiro, explicando como seria a infraestrutura original e como ela chegou aos dias de hoje, da eletrificação na década de 1950, à construção da estrada de acesso na década seguinte e à automatização e ligação à rede pública nos idos anos 80, são propósitos implícitos ao acontecimento per si materializados no programa comemorativo “Centenário do farol de Alfanzina (1920-2020)”, iniciativa que o Município de Lagoa e a Associação Sócio-Profissional dos Faroleiros se encontram a preparar. Nas palavras do Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação, “esta é uma oportunidade de ficarmos a conhecer melhor esta sentinela do litoral de Lagoa, a sua história, valor patrimonial e importância para a segurança dos que ousam desbravar o mar, no fundo um monumento repleto de significância e que continua a despertar o interesse e a alimentar o imaginário coletivo das pessoas”.

As comemorações, adiadas devido à pandemia SARS-CoV-2, decorrem ao longo de oito meses, entre junho de 2021 e fevereiro de 2022 e contam com o apoio da tutela e o envolvimento de várias entidades locais. Nelas cabe um conjunto diversificado de atividades de animação e mediação cultural, tais como exposições, palestras, tertúlias, publicações, performances artísticas, visitas guiadas e a inauguração, a 1 de dezembro, de um memorial de homenagem aos faroleiros que prestaram serviço em Alfanzina.

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