No âmbito da instalação da CASA DA CIDADANIA e da criação do MUCID – Museu Digital da Cidadania e dos Movimentos Sociais nos antigos Paços do Concelho, a Câmara Municipal de Lagoa tem vindo a desenvolver um conjunto de linhas de trabalho em torno destes territórios.

Os ENCONTROS INTERNACIONAIS DA POLÍTICA E DA IMAGEM DE LAGOA, um dos seus projetos estruturantes, perseguem, mais do que o diálogo, as arestas da relação entre a imagem e a política, procurando pesar a sua erosão e contribuir para uma reflexão sobre o presente onde estas se unem num só corpo.

Elegeram-se, para temas da edição de 2020, o movimento e o não lugar.

Estes implicam a arquitetura, o consumo e o Outro, visível e invisível. Mas também espaços de abandono, novas geografias, tensões e revoluções.

Ver o Mundo em Lagoa e tentar entender o Mundo a partir de uma Lagoa cosmopolita.

Este foi o desafio entregue a quem pensa o Mundo a partir da Filosofia, da Política, da Imagem e da Comunicação, da Antropologia e da Arte.

 

Programação

  Programa Política & Imagem 2020 
  Programme "Política & Imagem 2020"

 

Fotografia

 

Augusto Brázio

Augusto Brázio
Brinches, Serpa, 1964.
Estudou na Escola Superior de Belas Artes, Lisboa.
Fotógrafo com um percurso na área da fotografia desde os anos 90 do séx. XX, tendo mais de 10 livros publicados. Ganhou o primeiro prémio Fotojornalismo Visão / BES em 2008, foi membro do Colectivo Kameraphoto e um dos 13 fotógrafos portugueses escolhidos para o programa Entre Imagens da RTP.
Colabora regularmente com diversas publicações em Portugal e no estrangeiro e conta com exposições em Lisboa, Porto, Paris, Bruxelas, entre muitas outras cidades.
Nos últimos anos, focou-se em projectos pessoais, onde reflecte sobre questões de imigração, pertença e ocupação do território.
Está representado na colecções: Colecção de Fotografia do Novo Banco, Centro de Artes Visuais Coimbra, Fundação PLMJ, Encontro de Imagem de Braga, Fundação EDP, Centro de Artes de Sines, Coleção Norlinda e José Lima.


After studying at the Escola Superior de Belas Artes in Lisbon, he went on to work as a photographer, and since the 1990s has published more than 10 books. He won the first Fotojornalismo Visão / BES Award in 2008, was a member of the Colectivo Kameraphoto and one of the 13 Portuguese photographers chosen for the RTP’s “Entre Imagens” (Between Images) programme.
He regularly works with various publications in Portugal and abroad and has held exhibitions in Lisbon, Porto, Paris and Brussels, among others.
In recent years, he has focused more on personal projects in which he examines issues such as immigration, belonging and land occupation.
His work can be found in the following collections: Colecção de Fotografia do Novo Banco, Centro de Artes Visuais Coimbra, Fundação PLMJ, Encontro de Imagem de Braga, Fundação EDP, Centro de Artes de Sines and Coleção Norlinda e José Lima.

 

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Exposição
Filhos do Sol - A busca do idílico
(Children of the Sun: In Search of the Idyllic)

A construção do Algarve como destino idílico para férias começa nos anos 60 do século passado e mete dois músicos (Cliff e Paul).
A inauguração do novo aeroporto de Faro dá inicio ao boom turismo numa zona do pais até aí totalmente esquecida, o que se vai seguir nas décadas seguintes não deixa pedra sobre pedra.
A procura de umas férias a Sul, significa Sol e uma afirmação de igualdade perante o vizinho ou o colega de trabalho.
No Algarve, o que os hotéis, aldeamentos e resorts, oferecem a quem os frequenta, em nada diferem da oferta de outros destinos turísticos. Oferecem uma ilusão idílica de desfrute da vida e de divertimento.
O Sol, as piscinas, o court de ténis, os parques aquáticos, as discotecas, os restaurantes e a envolvência paisagística são os ingredientes ao serviço desta industria do entretimento.
Em Filhos do Sol; mostra-se um território de sazonalidade em que o habitante é o turista que se auto isola numa bolha de ilusória felicidade. O oferecer o corpo ao prazer do Sol, da água e do divertimento é o seu único objectivo.
São uma, duas, três semanas “fechados” nessa bolha. É, o retemperamento possível para um regresso à rotina.


The creation of the Algarve as an idyllic holiday destination began in the 1960s and involved two musicians (Cliff and Paul).
The opening of Faro Airport started a tourism boom in a region of the country which until then had been totally forgotten. Over the next few decades, it would be utterly transformed.
Travelling south for a holiday means sun and is a statement of equality with your neighbour or work colleague.
What the hotels, tourist villages and resorts in the Algarve offer those who stay is no different from that offered by other tourism destinations. They offer an idyllic illusion of enjoying life and fun. Sun, swimming pools, tennis courts, water parks, nightclubs, restaurants and the surrounding landscape are the ingredients behind this entertainment industry.
In Filhos do Sol, Augusto Brázio reveals a transitory seasonal world whose inhabitants are tourists who cocoon themselves in a bubble of imaginary happiness. One in which the only aim is to offer up one’s body to the pleasures of sun, sea and fun. A week or two “ensconced” in this bubble is the only way to re-energise before returning to the daily routine

 

João Pina

João Pina
João Pina nasceu em Lisboa em 1980. Em 2005 formou-se no International Center of Photography em Nova Iorque, especializando-se em Fotojornalismo e Fotografia Documental. Começou a trabalhar como fotógrafo aos 18 anos, tendo passado grande parte das últimas duas décadas a trabalhar na América Latina.
Em 2007 publicou o seu primeiro livro de fotografia, «Por Teu Livre Pensamento», onde relata as histórias de 25 presos políticos portugueses. Este mesmo trabalho serviu de inspiração a uma campanha publicitária da Amnistia Internacional, tendo ainda propiciado a João Pina em 2011 o prémio Lion d’Or no Cannes Lions International Festival of Creativity. Em 2015, o seu segundo livro «Condor» foi considerado o melhor livro de fotografia do ano pelo Pictures of the Year Latin America. O seu trabalho já foi galardoado com vários outros prémios entre os quais o grande prémio Estação Imagem, Moving Walls 21, Marty Forscher Fellowship, e o prémio autores da Sociedade Portuguesa de Autores.
O trabalho de João Pina já foi publicado em vários órgãos de comunicação de renome mundial: «New York Times», «New Yorker», «Time Magazine», «Newsweek», «Stern», «GEO», «El Pais», «D Magazine», «Stern», «Le Monde», «Expresso». As suas fotografias já foram expostas em Nova Iorque (I.C.P. e Howard Greenberg Gallery e Open Society Foundations), Tóquio (Canon Gallery), Lisboa (KGaleria e Casa Fernando Pessoa), Porto (Centro Português de Fotografia) e Perpignan (Visa pour L’Image), Arles (Reencontres D'Arles), São Paulo (Paço das Artes) Rio de Janeiro (Museu de Arte Moderna e Museu de Arte do Rio).
Entre os anos 2003 e 2013 pertenceu à Kameraphoto coletivo de fotógrafos, plataforma de promoção da linguagem fotográfica. Atualmente é representado pela agência Redux nos Estados Unidos, e tem fotografias na coleção nacional de fotografia, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte do Rio, Reencontres d’Arles e coleção Joaquim Paiva, entre outros colecionadores privados.
É também professor no International Center of Photography em Nova Iorque, e conferencista e professor de fotografia em vários lugares ao redor do mundo.


João Pina is a freelance photographer born in Portugal in 1980. He began working as a professional photographer at age eighteen, and graduated from the International Center of Photography’s Photojournalism and Documentary Photography program in New York in 2005. Pina’s photographs have been published in D Magazine, Days Japan, El Pais, Expresso, GEO, La Vanguardia, New York Times, New Yorker, Newsweek, Stern, Time, and Visa~o, among others.
He has published three books, Por teu livre pensamento (Assi´rio & Alvim, 2007), a portrayal of twenty-five former political prisoners from Portugal, Condor (Tinta-da-china/Blume/Ed. Sous-sol, 2014), about the military dictatorships in South America in the 1970s, and 46750 (Tinta-da-china/Loco/FotoEvidence, 2018), about the endemic violence in Rio de Janeiro, Brazil.
For the past two decades, Joa~o has been focusing on photographic storytelling, mostly in Latin America around subjects related to armed conflict, political turmoil, and the Human Condition. In order to try to understand the world we live in, he believes that we often need to look at the history and the past. To that end, he has been documenting issues such as political violence in Europe and Latin America. Most recently, he has been focusing on colonialism and how its palpable, lingering effects.
He was a Nieman fellow at Harvard University 2017-2018 and a Halcyon Arts Lab fellow in Washington D.C. 2018-2019
He is a faculty member of the International Center of Photography in New York and a regular lecturer and teacher of photography workshops around the world.

 

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Exposição
Caminhantes
Quando em Villa del Rosario, nos arredores de Cúcuta, na Colômbia, às 6h da manhã a luz começa a deixar ver o rio Tachira, com as suas águas castanhas e a ponte Simón Bolívar, que o atravessa para San António, na Venezuela, estamos perante a maior crise migratória das últimas décadas na América Latina. O formigueiro de pessoas começa a acumular-se. Por dia uma multidão atravessa a fronteira para a Colômbia para ir às compras ou para trabalhar por alguns pesos, mas não é raro verem-se também homens com enormes malas à cabeça, mulheres com sacos de plástico cheios e crianças a tiracolo e até pessoas em muletas e cadeiras de rodas.
Em 2017 a média dos Venezuelanos perdeu 11kg de peso devido à brutal crise económica e social que ali existe. Das 45 mil pessoas que atravessam a ponte diariamente, estima-se que umas cinco mil já não regressam: alguns procuram atenção médica, asilo político ou simplesmente uma vida melhor. Cúcuta é um dos pontos nevrálgicos da migração Venezuelana que nos últimos quatros anos já fez com que cerca de quatro milhões de pessoas tenham saído do país. Assim, a maioria dos venezuelanos vão caminhando vagarosamente, subindo a cordilheira dos Andes, até chegarem ao Páramo Berlin a 3200 metros de altitude, onde está a prova de fogo desta caminhada gélida para pessoas que vêm de um país tropical e que na sua maioria nunca experimentaram temperaturas baixas.
Atravessada a cordilheira, abrem-se diferentes rotas, que os podem levar a outros pontos da Colômbia ou até destinos como o Equador, Perú, Argentina ou até ao longínquo Chile.
“Caminantes" é uma série de imagens feitas sobre a situação dos refugiados Venezuelanos em fuga do seu país em busca de uma vida melhor. 


 As the dawn light starts to reveal the Tachira River at 6 a.m. in Villa del Rosario, close to Cucuta in Colombia, with its muddied waters and the Simon Bolivar bridge crossing to San Antonio in Venezuela, we are facing the biggest migration crisis in Latin America in recente decades. The anthill of people begins to pile up. Every day a swarm crosses the border into Colombia to go shopping or to work for a few pesos, but it is not uncommon to see men with huge bags on their heads, women with plastic bags bursting at the seams and children in shoulder straps, and even people on crutches and in wheelchairs.
In 2017 the average Venezuelan lost 11kg of weight due to the brutal social and economic crisis in their country. Of the 45,000 people who cross the bridge every day, an estimated five thousand never return: some seek medical care, political asylum or simply a better life. Cucuta is one of the nerve centres of Venezuelan migration that has seen close to four million people leave the country over the last four years. From here, most Venezuelans walk slowly, scaling the Andes mountains up to Páramo Berlin at an altitude of 3200 metres, the litmus test of this icy walk for people who come from a tropical country, most of whom have never experienced low temperatures. Different routes branch off after crossing the mountains, which can take them to other areas of Colombia or destination such as Ecuador, Peru, Argentina or even far-flung Chile. "Caminantes" is a series of images about the situation of Venezuelan refugees fleeing their country in search of a better life.

 

Lara Jacinto

Lara Jacinto
Brinches, Serpa, 1964.

Lara Jacinto (1982) é uma fotógrafa freelancer que vive e trabalha no Porto. Trabalha como fotógrafa independente, focada em projetos documentais. Os seus projetos abordam temas contemporâneos, muitas vezes centrados em questões sociais e territoriais. Os seus trabalhos mais
recentes expõem questões como as fronteiras e a emigração. Trabalha regularmente em projetos encomendados para várias instituições públicas e privadas, revistas e publicações. O seu trabalho é exibido e publicado regularmente. Em 2015, Lara foi co-fundadora da COLECTIVO, uma plataforma experimental e de pesquisa dedicada ao documentário.


Lara Jacinto (1982) is a freelance photographer who lives and works in Porto. She works as an independent photographer, focused in documentary projects. Her projects address contemporary subjects, often focusing on social and territorial matters. Her latest works expose issues such as borders and emigration. She regularly working on a commissioned projects for various public and private institutions, magazines and publications.
Her work is regularly exhibited and published.
In 2015 Lara co-founded COLECTIVO, an experimental and research platform dedicated to documentary.

 

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Exposição
Paraíso
O Algarve sempre foi para mim difícil de definir. Parece-se com um espaço de paixões, representações, desejos, idealizações de bem-estar. Como espaço de prazer/lazer representa um género que integra micro necessidades, expectativas, vontades, concepções, que resultam num contexto complexo que corresponde a uma ideia universal de paraíso, que se repete por vários lugares no mundo.
Lagoa é um espaço de ondulações culturais, económicas, sociais que se estendem pelo território. Nele coabitam diferentes realidades que raramente se cruzam.
A actividade turística atrai pessoas de todo o mundo, que procuram emprego e uma vida melhor num cenário azul onde a felicidade pode ser possível. Este projecto centra-se nessas pessoas. Vivem e trabalham no concelho de Lagoa e têm origem noutros pontos do mundo. A grande maioria trabalha no turismo, em funções de pouca visibilidade mas de grande importância. Embora tenham projectos de vida diferentes, os motivos que as trouxeram são na generalidade semelhantes: a facilidade de encontrar trabalho no sector do turismo, mas também a atracção pela paisagem que muitos descrevem como idílica. É curioso que nalguns casos o primeiro contacto com lagoa tenha sido em férias, durante a infância, e que a ideia/desejo de viver no Algarve as tenha acompanhado ao longo de anos, a ponto de alguns terem abandonado situações estabilidade financeira e social em prol da concretização desse desejo.
Coabitam experiências, circunstâncias, culturas que tornam a paisagem ainda mais diversa e complexa.


Paradise
For me, the Algarve has always been difficult to define. It seems like a space for passions, representations, desires and idealisations of well-being. As a space for pleasure/leisure it represents a genre that encompasses microneeds, expectations, desires and concepts that result in a complex context corresponding to a universal idea of paradise, which is repeated the world over. Lagoa is a space of cultural, economic and social waves that travel throughout the territory. Different realities coexist there, and rarely mingle. Tourism attracts people from all over the world, who are looking for jobs and a better life under
blue skies where happiness is a possibility. This project focuses on those people. They come from other parts of the world to live and work in the municipality of Lagoa. The vast majority work in tourism, in roles that are largely invisible yet vital. Although they may have different life plans, the reasons that brought them here are generally similar: the ease of finding work in the tourism sector couple with the attractive landscape that many describe as idyllic. It is curious that, in some cases, the first contact they have with Lagoa is while on holiday during childhood and the idea/desire of living on the Algarve has stayed with them over the years, to the extent that some of them have abandoned situations of financial and social stability to make this desire come true. Experiences, circumstances and cultures coexist and make the landscape even more diverse and complex.

 

Paulo Catrica

Paulo Catrica
Lisboa, 1965.
Estudos de fotografia no Ar.Co. , Lisboa (1984/85); Licenciatura em História, Universidade Lusíada, Lisboa (1992); Mestrado em Imagem e Comunicação, Goldsmith’s College, Londres (1997). Doutoramento em Estudos de Fotografia, Universidade de Westminster, Londres (2011).
Bolseiro do Centro Português de Fotografia (2000), da Fundação Calouste Gulbenkian de Londres (2001) e da Fundação da Ciência e Tecnologia (2006/10). Actualmente é investigador do Instituto de História Contemporânea na Univ. Nova de Lisboa. Expõe e publica regularmente desde 1997. Sob a forma de encomenda artística realizou projectos a convite da Siemens Uk (1997) do Centro Português de Fotografia (1998), do Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa (1999), do Instituto Histórico da Educação (1999), do Dep. Sociologia da Univ. Nova de Lisboa (2000/2004), da Porto 2001, Capital Europeia da Cultura (2000/02), da Companhia Nacional de Bailado (2001/02), da Universidade de Birmingham (2001/03), do Teatro Nacional de S.Carlos (2005/08), da Trienal de Arquitectura de Lisboa (2007), da Photographers Gallery (2009), da Casa das Histórias Paula Rego (2009) e do Teatro Nacional D.Maria II (2014). Curadoria em co-autoria das exposições, Uma Cidade de Futebol, na Cordoaria Nacional (2004), com Luísa Costa Dias, e Missão Fotográfica Paisagem Transgénica, no Centro Cultural Vila Flôr, uimarães (2012), com Pedro Bandeira. Nomeado para o prémio BES Photo 2005, Centro Cultural de Belém, Janeiro 2006. O seu trabalho faz parte de colecções de arte privadas e institucionais, em Portugal, Inglaterra, Espanha, Finlândia, França, Alemanha, Brasil, Canada e USA. O episódio nº7 do programa Entre Imagens, RTP2 (2014), projecto de Sérgio Mah e Pedro Macedo é dedicado ao seu trabalho. 


 Photography studies at Ar.Co., Lisbon (1984/85); Degree in History, Lusíada University, Lisbon (1992); Master's in Image and Communication, Goldsmith’s College, London (1997). PhD in Photography Studies, University of Westminster, London (2011). Scholarship Fellow of the Portuguese Photography Centre (2000), the Calouste Gulbenkian Foundation in London (2001) and the Science and Technology Foundation (2006/10). He is currently a researcher at the Lisbon New University’s Institute of Contemporary History. He has been exhibiting and publishing regularly since 1997. He has received artistic commissions for projects organised by Siemens UK (1997), the Portuguese Photography Centre (1998), the Lisbon City Council Photographic Archive (1999), the Institute for Educational History (1999), the Sociology Department at Lisbon New University (2000/2004), Porto 2001, European Capital of Culture (2000/02), the National Ballet Company (2001/02), the University of Birmingham (2001/03), the S. Carlos National Theatre (2005/08), the Architecture of Lisbon Triennial (2007), the Photographers Gallery (2009), the Paula Rego House of Stories (2009) and the D. Maria II National Theatre (2014). Co-curator of the following exhibitions: A City of Football, at the National Cordage Factory (2004) - with Luísa Costa Dias - and the Transgenic Landscape Photographic Mission, at the Vila Flór Cultural Centre, Guimarães (2012) - with Pedro Bandeira. Nominated for the BES Photo 2005 prize, Belém Cultural Centre, January 2006. His work may be found in both private and institutional art collections in Portugal, England, Spain, Finland, France, Germany, Brazil, Canada and the USA.
Episode no. 7 of the Between Images programme, RTP 2 (2014), a Sérgio Mah and Pedro Macedo project, is dedicated to his work.

 

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Exposição
Prospectus
(prospício), m. 1. Acção de olhar ao longe: vista ao longe. 2.
Vista, olhos, olhar. 3. Vista, perspectiva. 4. Eminência, lugar
elevado. 5. Aspecto exterior. 6. Previdência.// esse in
prospectu: estar á vista // prospectu metiri: medir com a
vista.

Documento, contexto e paisagem, esta série/sequência de fotografias opera como uma arqueologia visual de Lagoa como território económico e social. Compreende a paisagem como um enunciado cultural afirmando o ponto de vista das fotografias como deliberado, aculturado e político. Fotografar estes ‘lugares comuns’ esclarece a hipótese de contrariar as categorias visuais estereótipo da paisagem, os monumentos, a história, a natureza sublime ou a arquitetura como objecto. A pretensão destas fotografias é construir um dispositivo crítico e estético que confronte assunto e imagem, convocando o argumento de Jacques Rancière que refere os lugares comuns como instigadores de uma revolução estética: 'On the one hand, the aesthetic revolution is first of all the honour acquired by the commonplace, which is pictorical and literary before being photographic or cinematic. (...) What is cast aside - which was reappropriated by film and photography - was the logic revealed by the tradition of the novel (from Balzac to Proust and Surrealism ) and the tradition of” 'critical thought' inherited: the ordinary becomes beautiful as trace of the true.


(synopsis), noun. 1. Action of looking ahead: far-sighted. 2.
View, eyes, looking. 3. View, perspective. 4. Eminence, high
place. 5. External appearance. 6. Foresight.// esse in
prospectu: being in view // prospectu metiri: measure by
sight.

Document, context and landscape, this series/ sequence of photographs works as a visual archaeological survey of Lagoa as an economic and social territory. It comprehends the landscape as a cultural statement, accepting
the perspective of photographs as deliberate, cultured and political. Photographing these 'common places' clarifies the hypothesis of going against the stereotypical visual categories of landscapes, monuments, history, sublime nature or architecture as an object. These photographs intend to build a critical and aesthetic device that confronts subject and image, invoking the argument of Jacques Rancière that refers to common places as instigators of an aesthetic revolution: ‘On the one hand, the aesthetic revolution is first of all the honour acquired by the commonplace, which is pictorical and literary before being photographic or cinematic.(...)What is cast aside - which was reappropriated by film and photography - was the logic revealed by the tradition of the novel (from Balzac to Proust and Surrealism ) and the tradition of” 'critical thought' inherited: the ordinary becomes beautiful as trace of the true.

 

Valter Vinagre

Valter Vinagre
Nascido em Avelãs de Caminho (Anadia, Portugal) em 1954,Valter Vinagre estudou fotografia no AR.CO (Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa) entre 1986 – 1989 e iniciou o seu percurso em finais dos anos 1980, realizando exposições individuais e participando em mostras e iniciativas de cariz coletivo.


Born in Avelãs de Caminho (Anadia, Portugal) in 1954, Valter Vinagre studied Photography at AR.CO (Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisbon) between 1986 - 1989 and began his career in the late ‘80s making individual exhibitions and participating in various group shows and initiatives.

 

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Exposição
Corações ao Alto
No concelho de Lagoa, hoje, tal como praticamente em todos o país coexistem pacificamente vários credos religiosos.
“Corações ao Alto” coloca em evidência os vários credos religiosos que, aqui, tem representação e práticas públicas.
A sua representação ecumênica é feita através de retratos dos seus guias espirituais – ima, padres e pastores, e não através de festividades e, ou, ritos. É-o, também, através de ambientes próprios a cada confissão, definidos a partir dos vários espaços de prática religiosa.
É uma representação circular em que todos são tratados de igual para igual.


Hearts held High
As in practically the whole country, today several religious faiths peacefully coexist in the district of Lagoa.
"Hearts held High" highlights the various religious faiths that are publicly represented and practised here.
They are ecumenically represented through portraits of their spiritual guides - Imams, Priests and Pastors, rather than through festivities and/or rituals. They are also represented through environments suitable for each faith, defined on several spaces for religious practice.
It is a circular representation where everybody is treated equally. 

 

  

Cinema

Faux CatalogoFaux é uma produtora criada por Sérgio Tréfaut em 2003, com sede em Lisboa, que se dedica a documentários de criação e a ficções independentes para um público internacional. Os filmes do catálogo Faux são regularmente premiados em festivais e exibidos em canais de televisão de todo o mundo: ARTE (França-Alemanha), WDR (Alemanha), RTBF (Bélgica), YLE (Finlândia), SVT (Suécia), TV3 Cataluña, Canal Sur, Canal História (Espanha), ERT (Grécia), RTP, TV Cine (Portugal), Canal Brasil, GNT (Brasil), RTV (Coreia do Sul), entre outros. A Faux também assegura a distribuição do seu catálogo numa vasta rede de salas em Portugal.


Sérgio TréfautSÉRGIO TRÉFAUT nasceu no Brasil em 1965. Formou-se em filosofia na Sorbonne e começou a sua vida profissional em Lisboa como jornalista e assistente de realização. Afirmou-se como realizador e como produtor durante a década de 90. Nesse período também coordenou grandes exposições internacionais. Os seus filmes foram exibidos em mais de 50 países, onde receberam múltiplos prémios. Sérgio Tréfaut foi Presidente da Apordoc – Associação Portuguesa de Documentário e dirigiu o festival Doclisboa durante cinco anos.