Andreia Neves

Andreia Neves

Médica Interna de Medicina Geral e Familiar
Lagoa

Diversificação alimentar - o novo paradigma

A Diversificação Alimentar é o processo em que o bebé começa a consumir outros alimentos que não o leite materno ou fórmula artificial para lactentes, até ser capaz de fazer uma alimentação semelhante à dos adultos.

Em Portugal, verificava-se grandes variações nas recomendações médicas acerca deste tema, até que, em 2012, a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) publicou um artigo sobre o mesmo, baseado na norma de 2008 da Sociedade Europeia de Gastroenterologia e Nutrição Pediátrica (ESPGHAN). Em Janeiro de 2017, a ESPGHAN elaborou um novo documento de forma a incluir novos estudos. No entanto, a SPP ainda não atualizou o artigo de 2012 sobre este tema. Assim, até este ser revisto, há que conhecer e aplicar as orientações da ESPGHAN – sendo estas mais recentes e baseadas em evidência científica.

Neste sentido, devemos começar a diversificação alimentar aos 4-6 meses com alimentos tradicionais ricos em ferro e vegetais amargos (uma sopa de legumes com carne ou peixe e azeite, por exemplo), evitar o sal e o açúcar, ir variando os sabores e não atrasar alimentos alergénicos, promover a mastigação e a autonomia e respeitar os sinais de fome e saciedade da criança.

 

 

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