A última reavaliação epidemiológica, realizada ontem em Conselho de Ministros, atira o Concelho de Lagoa para o nível de risco elevado, o que obrigará a um recuo no plano de desconfinamento traçado pela Governo e pela Direção Geral de Saúde (DGS). 

Apesar do esforço dos Lagoenses, o concelho passou a ser considerado concelho de nível de risco elevado, uma vez que já tinha tido, na semana passada, uma reavaliação epidemiológica no nível moderado.  

Neste contexto, aplica-se ao concelho de Lagoa, pelo menos, durante os próximos sete dias e já a partir de hoje, as seguintes regras: Teletrabalho obrigatório quando as atividades o permitam; Restaurantes, cafés e pastelarias podem funcionar até às 22h30 (no interior, com um máximo de 6 pessoas por grupo; em esplanada, 10 pessoas por grupo); Espetáculos culturais até às 22h30; Casamentos e batizados com 50 % da lotação; Comércio a retalho alimentar e não alimentar até às 21h00; Permissão de prática de todas as modalidades desportivas, sem público; Permissão de prática de atividade física ao ar livre e em ginásios; Eventos em exterior com diminuição de lotação, a definir pela Direção -Geral da Saúde (DGS); Lojas de Cidadão com atendimento presencial por marcação; Limitação à circulação nas vias públicas no horário compreendido entre as 23h00 e as 05h00.

O Município de Lagoa considera que a região do Algarve está a ser fortemente penalizada, pela forma como a DGS contabiliza os novos casos, uma vez que os turistas, nacionais e internacionais, que testem positivo à SARS CoV 2, durante o período de férias, contabilizam como sendo residentes, sem que a base de incidência populacional seja alterada. 

Depois desta reavaliação epidemiológica a região do Algarve passou a ter três concelhos no nível de risco muito elevado (Albufeira, Loulé e Olhão), seis no nível de risco elevado (Lagoa, Lagos, Faro, Portimão, São Brás de Alportel e Silves) e os restantes sete concelhos no nível de risco baixo.

Luís Encarnação, presidente da Câmara de Lagoa, reforça o apelo a todas as pessoas que vivem, trabalham, ou se encontram pontual ou permanentemente no concelho, para que cumpram escrupulosamente as recomendações da Direção Geral de Saúde (DGS). Apela, igualmente, à importância da vacinação, pelo que todos devem cumpri-la pela sua segurança, da sua família e comunidade, em geral.