Cidade Educadora

 

O que é uma Cidade Educadora

A Cidade Educadora não é um projeto. Não é uma porção de território nem um número de pessoas. É uma construção social em que a Cidade-Município decide investir. Nunca está acabada. Precisa de todos/as os que habitam o território, seja por longo ou curto tempo. Só evolui se contar com as pessoas, e com as instituições publicas e privadas que tecem a malha concreta do concelho. Ergue-se sobre os pilares da educação formal, da educação não formal e da educação informal.

O conceito de Cidade Educadora nasceu em Barcelona, nos anos noventa do século XX, assente na ideia de que a cidade é um agente educador que deve tratar conscientemente dessa sua função. A cidade é uma instituição educadora que se deve articular com todas as instituições educadoras que integra, as Famílias, as Escolas, e outras.

Todos os espaços da cidade, e todas as ações que nela decorrem têm potencialidade educadora. O desafio é o de construir a cidade-concelho como espaço de opinião e de liberdade, de pluralismo e multiculturalidade.

Em 1990, várias cidades de diversos países reuniram-se em Barcelona, no I Congresso Internacional das Cidades Educadoras, com o objetivo comum de trabalhar conjuntamente em projetos e atividades para melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes. Nesse ano nasceu movimento que deu origem à Associação Internacional das Cidades Educadoras (AICE), criada em 1994. Também nesse ano foi estruturada a primeira Carta de Princípios, revista em 2004, naquela que ficou conhecida como a declaração de Génova.

Lagoa do Algarve aderiu à AICE e subscreveu a Carta das Cidades Educadoras em janeiro de 2018.

 

O que é Educação Formal, Educação não formal e Educação Informal

Estes são os três eixos de intervenção da Cidade Educadora:

  1. A educação formal caracteriza-se por ser altamente estruturada. Desenvolve-se no seio de instituições próprias — Escolas e Universidades — onde o aluno deve seguir um programa pré-determinado, semelhante ao dos outros alunos que frequentam a mesma instituição.
  2. A educação não formal processa-se fora da esfera escolar e é veiculada por instituições tão diversas como museus, meios de comunicação, ou outras que organizam eventos e propostas diversificadas. Podem ser cursos livres, feiras e encontros, ou outros formatos. Têm em comum o propósito de passar conhecimento a um público heterogéneo.  A aprendizagem não formal desenvolve-se, assim, de acordo com os desejos do indivíduo, num clima especialmente concebido para se tornar agradável.
  3. A educação informal ocorre de forma espontânea na vida do dia-a-dia através de conversas e vivências com familiares, amigos, colegas e interlocutores ocasionais. Na educação informal, não há lugar marcado, horários fixos, ou currículos pré-definidos.
    Caracteriza-se por não ser organizada, mas casual e empírica, exercida a partir das vivências, de modo espontâneo. Ou seja, é marcada pela ausência de intencionalidade educativa. Pode assim desenvolver-se numa diversidade de contextos e de ambientes quase ilimitada.

 

O que é que distingue uma Cidade Educadora de uma outra cidade?

 

Todas as cidades são cidades educativas (André Fauré, 1972).

As cidades que escolhem intencionalmente a educação como prioridade política de governação local são Cidades Educadoras.

Todas as cidades são “(…) um imenso potencial educativo não só pela intensidade das trocas de conhecimentos que se operam, mas também pela escola de civismo e de solidariedade que constitui” (FAURE, 1972, p.247).

Cidade Educadora é “(…) uma proposta integradora de educação formal, não formal e informal, gerada pela cidade, para todos os seus habitantes e reveladora de um compromisso político, público e ativo, que respeita às famílias e às escolas, mas também aos municípios, associações, indústrias culturais, empresas, instituições e entidades coletivas” (FIGUERAS, 2008, p.19).

Segundo a Secretária-geral da AICE, (Associação Internacional de Cidades Educadoras) a mudança de adjetivo, de cidades educativas, expresso no relatório de Edgar Fauré, para cidades educadoras: “(…) não é apenas um pormenor (…), revela a vontade de criação de um quadro conceptual abrangente de todas as potencialidades educadoras da cidade, que congregasse todas as abordagens, conteúdos, atividades ou programas educativos, dispersos pela cidade” (FIGUERAS, 2006, p. 23).

Ou seja, qualquer cidade é educativa, por inerência das competências que tem de desempenhar em matéria de educação. Mas para se considerar educadora, a cidade deve assumir uma intencionalidade para lá dessas funções tradicionais e regulamentadas, colocando-se ao serviço da promoção e do desenvolvimento integral dos seus cidadãos.

Esta intencionalidade educadora é, de facto, o conceito base da cidade educadora, ao considerar um projeto educativo de cidade comum à escola e ao espaço urbano e (…) atribuindo aos municípios a importante tarefa de coordenação local da Acão social, cultural e educativa que se desenvolve na cidade (MACHADO, 2005, P. 2225).

Assim, subjacente ao princípio de Cidade Educadora, está um programa de governação local que procure - através dos seus múltiplos recursos e possibilidades educadoras e da transversalidade a todos os temas e sectores- implementar medidas que favoreçam as competências de formação, de exercício de cidadania e de “empowerment” das instituições e dos cidadãos. A cidade educadora é atenta aos jovens, mas considera fundamental a aprendizagem ao longo da vida. 

A aplicação do conceito de Cidade Educadora – interpretado em sentido amplo e abrangente - é tanto mais exequível quanto maior for a capacidade de reflexão crítica que lhe for associada no território.

Trata-se de uma construção de médio e longo prazo, mas sempre inacabada. 

Serão responsáveis tanto a administração municipal, como outras administrações que têm uma influência na cidade, e os seus habitantes deverão igualmente comprometerem-se neste empreendimento” (…)

in primeiro princípio da Carta de Cidades Educadoras.

 

Carta das Cidades Educadoras

As cidades representadas no 1º Congresso Internacional das Cidades Educadoras, que teve lugar em Barcelona em Novembro de 1990, reuniram na Carta inicial, os princípios essenciais ao impulso educador da cidade. Elas partiam do princípio que o desenvolvimento dos seus habitantes não podia ser deixado ao acaso. Esta Carta foi revista no III Congresso Internacional (Bolonha, 1994) e no de Génova (2004), a fim de adaptar as suas abordagens aos novos desafios e necessidades sociais.

A presente Carta baseia-se na Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948), no Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais (1966), na Declaração Mundial da Educação para Todos (1990), na Convenção nascida da Cimeira Mundial para a Infância (1990) e na Declaração Universal sobre Diversidade Cultural (2001).

Carta das Cidades Educadoras

 

 

Lagoa, Cidade Educadora

 

Vídeos

 
 

 

 
 

 

Decisão da Câmara Municipal de Lagoa de aderir à Associação Internacional de Cidades Educadoras

 

  • CidadeEducadoraDeliberacao2017

 

Decisão da Assembleia Municipal de Lagoa de aderir à Associação Internacional de Cidades Educadoras

 

  • CidadeEducadoraCertidao2017

 

Projetos educadoras

Na área da Educação (formal e não formal)

A Educação é entendida pelo Município de Lagoa como um vetor estratégico do desenvolvimento local. O apoio e colaboração direta com as Escolas é, por isso, uma prioridade quotidiana desta autarquia. Com um posicionamento ambicioso nesta área, Lagoa assume-se como Cidade Educadora.

A Educação é eleita pelo atual executivo como causa prioritária da governação local. As dimensões da educação formal, não formal e informal são encaradas como complementares numa estratégia sustentada de valorização das pessoas no concelho de Lagoa.

A cooperação ativa entre os diferentes agentes da comunidade educativa de Lagoa traduz-se num conjunto alargado de programas, projetos e ações de natureza diversa.

 

BRINCAR COM AS PALAVRAS

Investir nas competências pré-leitoras das crianças de 5 anos é uma aposta forte do Município na promoção do sucesso escolar nas escolas do Concelho de Lagoa.

“Brincar com as palavras – desenvolvimento das competências pré leitoras” é um projeto que teve inicio em novembro de 2017, nos jardins de infância da rede pública do concelho de Lagoa. Trata-se de uma intervenção inovadora no concelho e do país.

Está a ser desenvolvido por técnicos especializados do Município, em estreita articulação com as Direções de Agrupamento de Escolas de Lagoa, durante o ano letivo de 2017/18. Perspetiva-se o seu desenvolvimento nos próximos anos letivos.

 

SOPROS da NOVA FILARMONIA DE LAGOA

A educação artística é entendida pelo Município de Lagoa como fundamental para a formação de crianças, jovens e adultos do concelho.

Depois do enorme sucesso das últimas edições, o Conservatório de Musica de Lagoa/Secção de Lagoa da AML e a Câmara Municipal voltam a conjugar esforços para realizar o IX Estágio Juvenil de Sopros e Percussão - Nova Filarmonia, entre 8 a I4 de julho de 2018 em Lagoa.

Pelas ruas de Lagoa, vai ouvir-se no final o resultado do empenhamento de muitos jovens, professores de várias áreas, e instrumentos musicais: Flauta Transversal, Oboé, Fagote, Clarinete, Saxofone, Trompete, Trompa, Trombone, Violoncelo, Contrabaixo, Piano, Percussão e Direção Orquestral.

 

LENDA DE PORCHES INSPIRA A EDUCAÇÂO PELA ARTE 

Logo no jardim de Infância começa o investimento do Município de Lagoa na Educação pelas Artes. Neste caso trata-se de arte performativa e encenação para as crianças entre os 3 e os 5 anos. É reeditado em 2017/18, em cooperação com o Conservatório de Música de Lagoa/Secção de Lagoa da AML, pelo 3º ano consecutivo.

A Lenda da Encantada de Porches é ponto de partida para as 300 crianças dos Jardins de Infância de todo o concelho, explorarem um património oral que é seu e da região do Algarve. Ao mesmo tempo descobrem-se os valores da tolerância e do respeito interpessoal, intercultural e inter-religioso.

É apresentada à comunidade lagoense uma mostra deste trabalho, em contexto educativo e performativo, nos dias 29 e 30 de junho de 2018.

 

AMARTE: MEDITAÇÃO PARA CRIANÇAS

Nos Jardins de Infância surge, pela primeira vez em 2018, o projeto “Amarte – Meditação para crianças”.

A meditação infantil usa jogos e atividades criativas para ensinar as crianças a respirar melhor, a usar a imaginação, a sentir e entender emoções e sensações.

Ensinar a criança a meditar, permite-lhe estar parada por um momento, observando-se. Leva-a a entender-se, a observar as suas necessidades e o seu valor.

 

Equipamentos educadores

O Município de Lagoa dispõe de equipamentos culturais e desportivos de referência.

Várias equipas de profissionais trabalham diariamente para viabilizar e dinamizar a vida destes equipamentos, proporcionando aos seus muitos utentes, um nível de fruição cultural e desportiva já reconhecido ao nível regional, nacional e até internacional.

 

Convento de S. José : ex-libris de Lagoa

  • ConventoSJose

Edifício com origem nos finais do séc. XVII, foi, ao longo dos tempos, utilizado com distintos fins: funcionou como recolhimento de freiras mendicantes; como colégio feminino dirigido por irmãs Dominicanas; foi espaço de repartições públicas e de serviços municipais; sede de junta de freguesia; escola primária.

Desde a remodelação de 1993, o Convento de S. José está ao serviço da cultura. Aqui têm lugar eventos e atividades distintas: mostras e exposições, conferências, reuniões e visitas guiadas, espetáculos e performances artísticas. É reconhecido como um dos ex-líbris de Lagoa.

 

Arquivo Municipal: o lugar da memória

O Arquivo Municipal de Lagoa está instalado num edifício construído na segunda metade do séc. XIX para ser depósito de água, colmatando as necessidades de abastecimento da então vila de Lagoa e do seu mercado municipal, em construção.

Após longo período de inatividade, foi convertido em Biblioteca Municipal. Em 1999 foi adaptado para arquivo e inaugurado dois anos depois. Conserva um acervo documental datado de meados do séc. XVII a inícios do séc. XXI. Acolhe fundos estatais, autárquicos, privados, familiares e de coletividades, sobretudo relativos ao concelho de Lagoa.

 

Biblioteca Municipal: o sítio dos livros e das ideias

  • BibliotecaMunicipal

Fundada em 1983 a Biblioteca Municipal de Lagoa começou por ocupar o depósito de água, (atual Arquivo Municipal). Em 1997 instalou-se no edifício do antigo Teatro e em 2017 recebeu obras de modernização.

A Biblioteca é um espaço aberto, vivo e funcional. Promove o diálogo entre ideias, memórias e linguagens. Favorece a transmissão de conhecimento. Os livros, a multimédia, os eventos e as atividades diversificadas são ofertas continuadas à comunidade lagoense.

 

Escola de Artes Mestre Fernando Rodrigues: espaço de inclusão pelas artes

  • EscolaDeArtes

A Escola de Artes de Lagoa é um espaço que estimula a formação de artistas e a inclusão pela arte. Promove a relação entre a educação formal e não formal, a ocupação criativa, o usufruto das oficinas e das galerias de exposição.

Tudo começou com a Escola Municipal de Artesanato instalada, em 1983, no velho matadouro municipal, e com o mestre artesão Fernando Rodrigues. Atualmente promove e acolhe as mais diversas expressões artísticas: da pintura à escultura; da olaria à joalharia; do restauro à fotografia.

 

Auditório Municipal: Centro de todos os encontros e propostas culturais

  • AuditorioMunicipal

Aberto à cultura e aos principais atos públicos que acontecem em Lagoa, este equipamento municipal qualifica uma zona central de Lagoa.

Conta com uma sala de espetáculos com 300 lugares que é referência na região do Algarve.

O edifício, de construção contemporânea, é funcional, versátil, cómodo e seguro. Dispõe de valências que permitem acolher os mais diversos espetáculos e eventos culturais: o palco abre-se sobre uma boca de cena bem dimensionada; o backstage tem camarins coletivos, individuais e cabines de tradução; inclui ainda uma sala polivalente, diversas áreas funcionais, e sistemas versáteis de áudio, luz e vídeo.

 

Museu de Lagoa: O passado é herança; o presente é construção; o futuro é o rumo.

O Sul de Portugal, como nenhuma outra região do país, foi, desde o segundo quartel do séc. XIX, palco de profundos e contínuos movimentos sociais que contribuíram fortemente para a configuração da cidadania, da governança administrativa, política e económica que hoje temos.

O futuro Museu de Lagoa, propõe-se trabalhar esta temática em particular, e em geral as matérias que enfatizam a história e o património locais como pilares do desenvolvimento. Este Museu projeta posicionar-se como espaço vivo e de relação permanente com a comunidade, a partir do antigo edifício dos Paços do Concelho de Lagoa.

 

Pavilhão Desportivo Municipal Jacinto Correia

  • PavilhaMunicipal

Inaugurado em 1989, este equipamento foi alvo de obras significativas em 2016. Estrutura-se numa nave de 45m de comprimento e 24m de largura; conta com piso sintético, Iluminação, 6 Balneários, arrecadações, bancadas e uma galeria superior na lateral.

Este é um espaço de acolhimento e promoção da prática de diferentes modalidades desportivas de que são exemplo o Andebol, Futsal, Basquetebol, Voleibol, Ténis, Ginásticas, Artes Marciais, Capoeira. Agentes e estruturas associativas do concelho contam com esta estrutura para a concretização dos seus programas e atividades.

 

Piscinas Municipais de Lagoa

  • PiscinaMunicipal

As Piscinas Municipais, inauguradas em 2001, têm merecido investimentos contínuos que visam proporcionar uma oferta cada vez mais qualificada nesta área da prática desportiva e da promoção da saúde pública correlacionada.

Este complexo desportivo coberto conta com duas piscinas aquecidas, para além das condições para sauna e banho turco.

A piscina de maior dimensão (25m x 12.5m com 1.20m de profundidade) acolhe grupos e práticas mais alargadas, enquanto a piscina mais pequena (6m X 12.5m com profundidade de 0,80m até 1,20m) recebe aulas para bebés, primeiras aprendizagens, hidroterapia e hidroginástica, ou o Pólo aquático, entre outras práticas.

Uma sala de imprensa, bancadas, vestiários, posto médico, pontuam entre as condições que reforçam este equipamento municipal.

 

Estádio Municipal da Bela Vista

  • EstadioMunicipalBelaVista

Trata-se de uma moderna infraestrutura com capacidade para cerca de dois mil espetadores. Está particularmente preparada para receber várias modalidades de atletismo e futebol. Acolhe o programa nacional de marcha e corrida resultado de uma parceria entre o Município de Lagoa, a Federação Portuguesa de Atletismo e o Instituto Português do Desporto e Juventude.

Dispõe de excelentes condições de receção para atletas e visitantes. Inclui bancadas para pessoas com mobilidade condicionada, boas condições de estacionamento, entre muitas outras condições técnicas de referência.

 

 

AICE - Associação Internacional de Cidade Educadora

A Associação Internacional das Cidades Educadoras (AICE) tem sede em Barcelona e reúne cerca de 500 cidades, de 37 países.

Tem como órgãos uma Assembleia Geral, um Comité Executivo e um Secretariado.

O Comité Executivo.

A sua intervenção é norteada pela Carta das Cidades Educadoras – Declaração de Princípios – Declaração de Barcelona de 1990, actualizada em Bolonha em 1994 e em Génova 2004.

Está aberta à participação de todos os governos locais interessados em desenvolver a Carta das Cidades Educadoras.

Presta assessoria aos associados no desenvolvimento dos seus programas de Cidade Educadora. 

Facilita canais de comunicação e cooperação entre cidades e entre estas e governos nacionais e internacionais.

Promove o trabalho em Rede, como potenciador de parcerias e de procura de soluções comuns, ou propostas de intervenção mais adequadas às alterações sociais, políticas e económicas, que geram novas necessidades e por consequência novas oportunidades de aprendizagem e formação.

Está organizada em redes territoriais e em redes temáticas.

Edita o Boletim das Cidades Educadoras e promove congressos internacionais bianuais; debates e eventos vários (abertos a municípios não membros e possíveis aderentes); organiza formação para políticos e técnicos (Exposição Itinerante sobre o tema central “A Construção da Paz” e Seminário de Formação “Cidade Educadora e Governo Local”); coopera com várias organizações internacionais – UNESCO, ONU, OGLU etc.) e criou o Prémio Cidade Educadora.

Promove o intercâmbio de experiências educadoras e boas práticas através do Banco Internacional de Documentos das Cidades Educadoras (BIDCE).

O portal AICE da AICE disponibiliza páginas para as rede territoriais e para as cidades membro.

A AICE promove, ainda, a publicação de ensaios relevantes sobre as Cidades Educadoras e o Monográfico.

 

RTPCE - Rede Territorial Portuguesa de Cidades Educadoras

 

A Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras acolhe atualmente 68 cidades aderentes à AICE e rege-se por um Regulamento aprovado num Encontro Plenário /Nacional de Municípios (representados por Políticos Eleitos e Técnicos), tendo uma Comissão de Coordenação constituída por 8 municípios ( Almada, Cascais, Guarda, Lisboa, Loulé, Odemira, Santa Maria da Feira e Torres Vedras).

Tem como órgão de decisão a Assembleia Geral de Municípios/Encontros Nacionais que se desenvolvem em 3 momentos: seminário/conferência; visita educadora; plenário para questões de organização.

Os Encontros Nacionais ocorrem 2 vezes ao ano em municípios diferentes, e as suas decisões têm carácter deliberativo. A Comissão de Coordenação reúne quatro vezes ao ano e sempre que o desenvolvimento do Plano de Atividades o exige.

Cabe a esta Comissão de Coordenação coordenar as atividades da Rede:

  • Elaborar e submeter à aprovação o Plano de Atividades e o Orçamento e Relatório do trabalho desenvolvido;
  • Dinamizar a Rede Portuguesa, através da divulgação, do debate da Carta das Cidades Educadoras e da aplicação do Plano de Atividades;
  • Fomentar a adesão de novos membros.

 

O representante da Rede Territorial no Comité Executivo da AICE é Lisboa, por votação maioritária dos restantes municípios, 

Faz ainda parte do plano de atividades:

  • Congresso Nacional das Cidades Educadoras- organizado em anos alternados aos dos congressos internacionais por um Município que para isso se tenha candidatado e merecido a aprovação da Comissão de Coordenação;
  • Edição um boletim, constituído por Editorial, Artigo de Opinião, Descrição de Experiências e Agenda;

Para mais informação visite RTPCE.

 

Dia Internacional da Cidade Educadora

A educação como motor de transformação social contribui para melhorar a vida das pessoas e das comunidades. Num mundo cada vez mais urbanizado, as cidades (grandes e pequenas) assumem um papel crucial na hora de gerar oportunidades educativas que permitam desenvolver o potencial dos seus habitantes.

A Agenda 2030 das Nações Unidas, com os seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável,situa a Educação de qualidade e inclusiva (ODS 4) como um eixo fundamental para conseguir enfrentar os desafios globais da humanidade e as cidades como espaços estratégicos na articulação de soluções coletivas (ODS11).

As Cidades Educadoras apostam na criação de contextos urbanos mais vivíveis promovendo uma visão ampla da Educação ao longo da vida e maximizando o impacto educativo das suas políticas municipais.

O Dia Internacional da Cidade Educadora é uma celebração internacional que tem como objetivo criar consciência sobre a importância da educação e dar visibilidade ao compromisso dos governos locais para a destacar como vetor gerador de bem-estar, convivência, prosperidade e coesão social.

Para...

  • Reconhecer e envolver todos os agentes sociais implicados na coconstrução da Cidade Educadora. Consciencializar sobre a importância da educação na cidade para melhorar a vida dos seus habitantes, gerar um clima de qualidade cívica e de convivência urbana.
  • Dar visibilidade ao compromisso dos governos locais e outros agentes sociais (organizações da sociedade civil, setor privado, cidadãos, etc.) com a educação.
  • Convidar e entusiasmar os cidadãos a serem parte ativa na construção da Cidade Educadora.
  • Sensibilizar sobre a contribuição ativa que as cidades e governos locais realizam para a superação dos desafios globais da humanidade (entre eles os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). 

 

Lagoa, Cidade Educadora 2018

 

Programa Lagoa, Cidade Educadora – tecendo uma rede de cumplicidades - setembro a dezembro 2018

Programa Lagoa Cidade Educadora 

Tecendo uma rede de cumplicidades

Em 2016, a Associação Internacional de Cidades Educadoras (AICE) propôs a comemoração de 30 de novembro como o dia internacional das Cidades Educadoras. 

A primeira edição do Dia Internacional destacou o papel educativo dos governos locais. Em 2017, o trabalho dos agentes educativos presentes na cidade para a materialização do Direito à Cidade Educadora, foi a tónica.

Na presente edição,2018, queremos realçar a importância de tecer redes e agregar novos aliados na construção deste projeto partilhado que necessita do compromisso do maior número de pessoas, instituições, associações, ONG, governos locais, entre outros.

 

 

Lagoa, Cidade Educadora 2019

Programa Lagoa Cidade Educadora 2019 

Saberes em Festa 2019

A Educação Permanente tem vindo a revelar que fora do meio escolar também se aprende e se desenvolvem atitudes e aptidões essenciais à vivência de todos os dias. Ao longo da vida, todos/as produzimos e adquirimos conhecimentos e competências, nas mais variadas ocasiões e dentro dos mais diversos contextos.

Aprendemos quando trabalhamos, observamos e escutamos, lemos, tocamos, cantamos ou dançamos; quando brincamos e praticamos desporto; quando fruímos ou produzimos obras, viajamos, passeamos na cidade e no campo; ou quando nos envolvemos em organizações e atividades de natureza cívica e social …

De facto, nascemos muito incompletos, mas dotados de uma capacidade permanente e quase ilimitada de buscar a perfeição, através de uma aprendizagem constante com outras pessoas e com o mundo em geral. Ora, neste processo permanente de aperfeiçoamento espera-se que a sociedade que nos integra proporcione os contextos e apoios mais adequados. Cabe, pois, às autarquias, como estrutura social mais próxima dos cidadãos, assegurar os meios e as medidas indispensáveis para que a educação aconteça em todos os momentos e espaços da vida local. Só assim é possível que o país avance decididamente na direção de uma sociedade educadora, assente em Concelhos Educadores e em Cidades Educadoras.

Dando continuidade aos Encontros Regionais de Educação Permanente de 2017 e 2018, com o objetivo de reunir e dar a conhecer as múltiplas e valiosas experiências de “Educação fora da Escola” que têm lugar um pouco por todo o país e, particularmente no Algarve, vai realizar-se em Lagoa a 3.ª edição deste certame, agora centrado nas atividades de Educação de Adultos que se enquadram no âmbito das Cidades Educadoras.

Assente numa parceria entre o Município de Lagoa e a Associação Portuguesa para a Cultura e Educação Permanente (APCEP), e o apoio da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares - Direção de Serviços Regionais do Algarve e Universidade do Algarve esta iniciativa terá lugar no Convento de S. José | Centro Cultural, a 29 e 30 de novembro de 2019, por ocasião do Dia Internacional da Cidade Educadora, este ano assinalado sob o mote “Escutar a cidade para a transformar”.

 

Programa Saberes em Festa 2019

em breve...

 

 

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