16 de janeiro foi assinalado em Lagoa com diálogo aberto entre especialistas, população e executivo municipal sobre o futuro Museu.

Promover o diálogo e a reflexão sobre o Museu dos Movimentos Sociais e da Cidadania, (MuCid) com a comunidade de Lagoa foi o principal objetivo da Conferência comemorativa dos 246 anos deste concelho Algarvio. 

 

“RES PUBLICA” é o título genérico do ciclo de conferências, iniciado em 5 de outubro de 2018, onde se inclui a sessão do último 16 de janeiro, realizada no salão nobre dos Paços do Concelho. O momento comemorativo e relevante para a vida pública dos Lagoenses, foi presidido por Francisco Martins que afirmou que “o que antes era uma intenção é agora certeza.

Porque há já caminho percorrido, muitas opiniões recorridas, imensa investigação em curso”, referindo-se ao processo de construção do Museu de Lagoa. O presidente da Câmara de Lagoa explicou ainda, na abertura da conferência, que o caminho escolhido não é o mais fácil, uma vez que não se quer fazer mais um Museu, igual ou semelhante a outros já existentes. “Procuramos aquilo que não havia, seguimos os concelhos dos especialistas e estamos a criar estruturas internas para acolher um Museu que mostre a História de Lagoa, o seu passado, mas sobretudo que nos abra uma porta para o futuro”, disse Francisco Martins.

A historiadora de arte Ana Pagará revelou, perante uma plateia muito interessada, alguns aspetos da investigação histórico-arquitetónica que está a desenvolver sobre Paços do Concelho de Lagoa. Diogo Vivas, responsável pelo Arquivo Municipal situou o contributo dos Arquivos “entre a memória histórica e a sociedade do conhecimento”. O Arquiteto Fernando Raposo, deixou as primeiras notas sobre o projeto de reutilização e adaptação do edifício para o futuro Museu. Já o antropólogo Paulo Lima, coordenador da instalação do MuCid, falou de “caminhos para um museu pouco convencional”.

Este Museu prevê instalar no edifício dos paços do Concelho o seu núcleo inicial, mas projeta ainda desenvolver outros núcleos museológicos nas várias freguesias de Lagoa, respeitando e valorizando a identidade e características de cada uma. A seguir ao espaço para debate, a encerrar o encontro, a Vereadora Ana Martins, responsável pelos pelouros da Educação, Cidadania e Cultura, apelou à participação neste processo de diálogo local, de todos os agentes educadores e culturais do concelho. O processo “assente nos princípios da Cidade Educadora” vai continuar ao longo do ano de 2019.

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